+ Obra de Pedro Gregório Lopes


Pesquisa, em curso 
Cabo Verde 

26 de Março de 2021, estamos na Praia para a exposição sobre os projetos na Chã e Preguiça na Assembleia. A inauguração foi há dois dias. De manhã, sentado no carro em andamento, no banco detrás, atravessamos a avenida da Prainha. Olho para a rua do meu lado direito, entre fachadas de vivendas no primeiro plano, uma mancha branca e castanha chama-me à atenção. Noite. Vamos jantar para celebrar o fecho da exposição. O restaurante é junto àquela mancha branca que vi de manhã. Agora não é apenas mancha, cresceu como volume. Está escuro, mas dá para vislumbrar os contornos. O suficiente para despertar a curiosidade

28 de Março, Praia, Ilha de Santiago, duas horas antes do voo de volta a São Vicente. Decidimos voltar àquele lugar antes de embarcar. Agora de dia, a luz ajuda-nos a ver. Um conjunto de moradias plantadas sobre um declive, de pedra (conglomerito vermelho) bem arranjada e paredes brancas, volumes curvos entrelaçados numas escadas e passadiços, muretes delicados, canteiros nas janelas, árvores entre degraus, tal e qual uma pequena aldeia numa afloramento rochoso, mas no meio de uma cidade. Chama-se Babilónia. Noite. No aeroporto pergunto quem é o autor do projeto: Pedro Gregório Lopes.

29 de Março, Mindelo, São Vicente. Continuo a pensar na Babilónia. Diferente de tudo que alguma vez vi nas ilhas. E quem é Pedro Gregório?

30 de Março. Ainda não encontrei muita informação sobre Pedro Gregório. Sem página na wikipedia, sem imagens no google. Que outros projetos fez? Como pensa? Seria muito bom poder encontrar-me com ele.

1 de Abril. Viagem marcada para Praia. Pedro Gregório aceitou falar comigo durante quatro dias.